Você já ouviu falar em ginecomastia? É uma condição masculina que acaba por ocasionar no aumento excessivo de volume da mama masculina. A boa notícia é que o problema pode ser resolvido através de cirurgia.
Quer saber mais sobre o que é a ginecomastia e como funciona a realização do procedimento? Tire suas principais dúvidas comigo!
O que é Ginecomastia?
Ginecomastia é uma condição masculina resultante da hipertrofia das glândulas mamárias e é expresso pelo aumento excessivo de volume da mama masculina, tendo como resultado o famoso, indesejável e constrangedor “peitinho”.
O que causa a Ginecomastia?
A ginecomastia é mais frequente nos homens acima do peso.
Este fato acontece por que a própria gordura em excesso se acumula na região das mamas, aumentando o seu volume e além disso, o tecido gorduroso produz enzimas, dotados da propriedade de converter certos precursores da testosterona em estrógenos que estimulam diretamente as glândulas mamárias fazendo com que elas cresçam.
Esta é a causa mais comum e que mais faz com que homens procurem as clínicas de cirurgia plástica para o devido tratamento.
No entanto, há alguns outros fatores que podem contribuir para o surgimento da ginecomastia, são eles:
- Tumores malignos (testículo, câncer de pulmão, de estômago, de suprarrenal e de rim;
- Níveis muito baixos de produção de testosterona: hipogonadismo primário ou secundário;
- Hipertireoidismo;
- Insuficiência hepática.
Diuréticos, anti-hipertensivos, cimetidina (usada para reduzir a acidez gástrica), hormônios e vários medicamentos empregados no tratamento do câncer de próstata também podem hipertrofiar as mamas causando a ginecomastia, porém é a ginecomastia por uso de anabolizantes (as drogas das academias) que mais causam desconforto aos seus portadores.
Como é o pré-operatório da cirurgia de Ginecomastia?
O cirurgião plástico deve avaliar o seu estado geral e todas as condições pré-existentes de saúde ou fatores de risco através de consultas pré-operatórias e exames complementares.
Nas consultas pré-operatórias você e o cirurgião plástico podem:
- Conversar;
- Tirar todas as dúvidas;
- Analisar o corpo e o que você deseja mudar;
- Apontar as opções de tratamento;
- Fazer o orçamento;
- Solicitar exames;
- Agendar a cirurgia plástica.
Alguns dos exames que podem ser solicitados incluem:
- Hemograma completo;
- Glicemia em jejum;
- Exame de urina;
- Eletrocardiograma, entre outros.
Como a cirurgia de Ginecomastia é realizada?
A técnica cirúrgica indicada depende do tipo de ginecomastia e do seu grau de desenvolvimento.
A proposta cirúrgica envolve a retirada quase total da glândula, deixando apenas uma pequena quantidade para não deixar depressão nesta área.
A lipoaspiração em alguns casos é utilizada, principalmente nas pseudo-ginecomastias ou nas ginecomastias mistas, para promover maior uniformidade do resultado.
As incisões e cicatrizes resultantes dependem do volume da ginecomastia; sendo a mais comum a peri areolar inferior, mas há casos de ginecomastia consideráveis, que necessitam ser resolvidas com técnicas de mamoplastia redutoras usadas no sexo feminino.
Como é o pós-operatório da Ginecomastia?
É preciso seguir as orientações do cirurgião plástico para evitar complicações no pós-operatório. Geralmente, o período é tranquilo, mas são necessários repouso e alguns cuidados especiais.
São eles:
- Fazer repouso pelo tempo recomendado;
- Não se expor ao sol;
- Não fazer esforço físico ou carregar peso por no mínimo 30 dias;
- Dormir de barriga para cima por pelo menos 30 dias para não forçar a cicatriz;
- Se alimentar adequadamente e beber bastante água;
- Higienizar corretamente o local da incisão e fazer os curativos pelo período recomendado.
Atividades como voltar a trabalhar, dirigir e treinar são liberadas aos poucos, em média 30 dias após a operação, conforme avaliação do profissional.
Em quanto tempo vou ver os resultados da Ginecomastia?
Os resultados da ginecomastia podem ser notados após o período de três meses.
Como escolher uma clínica para realizar a Ginecomastia?
A Ginecomastia é um procedimento cirúrgico complexo que necessita de conhecimento, técnica e estrutura adequada para garantir a saúde da paciente.
Por isso, é essencial escolher um cirurgião plástico capacitado, experiente e de confiança para realizar o procedimento estético que você busca.
É importante que você:
- Verifique a capacitação do profissional: formação em medicina e residência em cirurgia plástica;
- Certifique-se das credenciais (RQE e CRM).
- Confirme se ele é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica;
- Busque depoimentos de outros pacientes;
- Visite a estrutura do consultório;
- Confirme que o cirurgião plástico tem experiência na realização do procedimento.
Ginecomastia em Governador Valadares
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Informações complementares
Ginecomastia
Ginecomastia é uma condição masculina resultante da hipertrofia das glândulas mamárias e é expresso pelo aumento excessivo de volume da mama masculina, tendo como resultado o famoso, indesejável e constrangedor “peitinho”.
O grau de aumento da mama varia de acordo com a causa e pode ser predominantemente formada por tecido gorduroso ou glandular. É muito importante diferenciar a proliferação da glândula mamária verdadeira, que é resultado de mecanismos que alteram o equilíbrio entre as ações da testosterona e dos estrógenos da pseudo-ginecomastia ou falsa ginecomastia, que é caracterizada pelo depósito excessivo de gordura sob o mamilo sem haver aumento do tecido glandular. Para fazer essa diferenciação, o cirurgião plástico palpa a mama, comprimindo-a entre o polegar e o indicador, em uma manobra de pinçamento, para sentir a textura do tecido mamário. Na ginecomastia verdadeira, a palpação revelará um tecido firme, mas de consistência elástica, distribuído de forma concêntrica ao redor do mamilo. Na pseudo-ginecomastia a consistência será mais amolecida que corresponde à gordura. É muito comum a associação da psdeudo-ginecomastia com a ginecomastia, mas caso isso ocorra não haverá alteração no tratamento.
É fundamental lembrar que câncer de mama também ocorre em homens. Tumores malignos formam nódulos duros, indolores, localizados em um dos quadrantes da mama. Eles podem invadir a pele, fixar-se aos tecidos mais profundos e provocar sangramentos e retrações de mamilo. O câncer de mama quase sempre se instala numa única mama, ao contrário da ginecomastia que é bilateral em pelo menos metade dos casos. Caso o homem sinta alguma nodulação na mama ele deverá procurar um cirurgião plástico o mais rápido possível.
As causas da ginecomastia são muito variadas. As que mais frequentemente levam os homens às clínicas de cirurgia plástica para a devida correção serão explicadas a seguir.
No final da puberdade, antes que a secreção de testosterona tenha atingido os níveis da vida adulta, os testículos e os tecidos periféricos podem produzir quantidades mais altas de estrógenos, suficientes para estimular o crescimento mamário. Por isso a ginecomastia costuma aparecer em meninos de treze ou quatorze anos, como consequência das alterações hormonais da puberdade. Nesses casos, as mamas crescem por períodos de seis meses ou menos, para depois retornar ao tamanho normal. Em cerca de 5% das vezes, entretanto, a hipertrofia persiste até a vida adulta.
A ginecomastia é mais frequente nos homens acima do peso. Este fato acontece por que a própria gordura em excesso se acumula na região das mamas, aumentando o seu volume e além disso, o tecido gorduroso produz enzimas, dotados da propriedade de converter certos precursores da testosterona em estrógenos que estimulam diretamente as glândulas mamárias fazendo com que elas cresçam.
Esta é a causa mais comum e que mais faz com que homens procurem as clínicas de cirurgia plástica para o devido tratamento.
Outras causas menos comuns de ginecomastia podem ser alguns tipos de tumores malignos como tumores malignos de testículo, câncer de pulmão, de estômago, de suprarrenal e de rim, eventualmente, secretam estrógenos por mecanismo indireto. Este hormônio pode agir nas mamas causando a proliferação das glândulas mamárias expressando a ginecomastia. Outras vezes, os testículos produzem níveis muito baixos de testosterona, como no hipogonadismo primário, ou naquele secundário a outras patologias. A prevalência de hipogonadismo aumenta com a idade: depois dos 70 anos, metade dos homens apresenta concentrações baixas de testosterona livre no sangue. Aumento das mamas pode ocorrer, também, no hipertireoidismo e na insuficiência hepática.
Diuréticos, anti-hipertensivos, cimetidina (usada para reduzir a acidez gástrica), hormônios e vários medicamentos empregados no tratamento do câncer de próstata podem hipertrofiar as mamas causando a ginecomastia, porém é a ginecomastia por uso de anabolizantes (as drogas das academias) que mais causam desconforto aos seus portadores.
O desenvolvimento de ginecomastia à custa de anabólicos possuem duas causas mais aceitas. A primeira é devido a aromatase, uma enzima que é capaz de converter a testosterona em excesso em estrogênio. Dessa forma, com o uso de esteroides há uma abundância de substrato para conversão, o que aumenta a atividade da enzima, levando ao aumento nas concentrações de estrogênio que como já vimos estimula a glândula mamária. A segunda causa seria pela ação direta de alguns esteroides que possuem a capacidade de se ligarem aos receptores da progesterona e exercer efeitos similares aos deste hormônio.
O tratamento está indicado para evitar problemas emocionais e o tratamento mais efetivo para a ginecomastia é a cirurgia plástica, porém como vimos, é muito importante tratar as causas da ginecomastia. A técnica cirúrgica indicada depende do tipo de ginecomastia e do seu grau de desenvolvimento. A proposta cirúrgica envolve a retirada quase total da glândula, deixando apenas uma pequena quantidade para não deixar depressão nesta área. A lipoaspiração em alguns casos é utilizada, principalmente nas pseudo-ginecomastias ou nas ginecomastias mistas, para promover maior uniformidade do resultado. As incisões e cicatrizes resultantes dependem do volume da ginecomastia; sendo a mais comum a peri areolar inferior, mas há casos de ginecomastia consideráveis, que necessitam ser resolvidas com técnicas de mamoplastia redutoras usadas no sexo feminino.